A avaliação do estado nutricional das plantas através da análise foliar tem sido de fundamental importância, não só por permitir um diagnóstico adequado do estado nutricional das mesmas, mas principalmente, a interpretação desses resultados tem sido usada para recomendação e aplicação de nutrientes, que são produtos que envolvem grandes investimentos do agricultor e devem ser usados adequadamente. Além disso, resultados discrepantes entre laboratórios contribuem para colocar em descrédito, junto aos leigos, a prática de análise do material vegetal, o que, além de representar um retrocesso tecnológico, pode trazer grandes prejuízos para a agricultura e para a pesquisa em nutrição de plantas. Sendo assim, os aspectos práticos que visam uma correta avaliação do estado nutricional das plantas estão representados, conforme o fluxograma abaixo:

O Programa baseia-se no envio de 16 amostras prontas de tecido vegetal identificadas apenas por uma numeração. A cada ano, materiais vegetais das mais variadas culturas são coletados para compor cada uma delas. Os laboratórios devem enviar os resultados de macro e micronutrientes dessas amostras respeitando prazos estabelecidos. Em cada prazo, os resultados de 4 amostras devem ser enviados, dividindo-se assim as análises ao longo do ano.

A avaliação dos resultados é realizada através de um procedimento estatístico elaborado especialmente para o Programa. Parâmetros como porcentagem de acertos e freqüência de envio de resultados são utilizados para a avaliação final, e a partir daí uma nota é dada. Esta nota ou conceito varia de A a D, de acordo com a faixa de porcentagem de acerto do laboratório. Apenas os laboratórios que obtém conceito A ou B, tem direito a um certificado de aprovação e ao uso dos selos de qualidade no ano seguinte as avaliações dos resultados.